Problemas com o Chefe Rabugento
HIL
Quando cheguei a Snow Tip Falls, nada ali me deu vontade de ficar. É uma cidade pequena e linda, mas se você parar de fugir, seus problemas acabam te alcançando.
Mas então acontece uma tragédia, e de repente me vejo querendo ajudar. E quando a pessoa que precisa de ajuda é um jogador de futebol americano esculpido, com olhos sombrios, covinhas e um desejo infinito de me proteger, sou lembrado do outro propósito da minha viagem: ter um caso de uma noite para finalmente me livrar da minha virgindade gay.
Eu sei por que ainda não a perdi. Homens me confundem. Cali não me confunde, principalmente porque ele não fala muito. Talvez ele seja o cara. E se eu conseguir que aquele corpo musculoso de atleta se enrosque em mim, vai valer a pena o coração partido que virá quando ele descobrir quem sou e o que fiz.
CALI
Sabe como algumas pessoas são raios de sol que iluminam o ambiente? Esse é o Hil. Cara, isso é irritante. Irritante ou não, não é como se eu pudesse recusar a ajuda dele se eu quiser continuar na universidade ou no time de futebol.
Não é que ele seja difícil de olhar. Aquele cara me faz pensar coisas sujas.
E também não é como se ele não fosse o cara mais doce e gentil que eu já conheci...
Espera, será que estou me apaixonando pelo estranho que apareceu do nada querendo consertar a minha vida?
Existe um motivo para eu gostar de ficar na minha. E por mais quente que Hil seja, não tenho certeza se meu coração aguenta ser machucado de novo.
Ele estendeu a mão e segurou a minha. O calor da pele dele contra a minha enviou um arrepio que percorreu todo o meu corpo. Eu o queria. Nunca estive tão excitado na vida. Mas eu também queria respeitá-lo. Não queria fazer nada para o qual ele não estivesse pronto.
Por causa disso, reprimi meu desejo. Isso quase me destruiu, mas eu consegui. Ainda de mãos dadas, entramos no quarto. Foi estranho ver as coisas de Hil espalhadas pelo meu espaço familiar. Eu gostei. Nem imaginava o quanto gostaria.
“Você tem que voltar para o campus de manhã?” Hil perguntou enquanto rondava a mala de viagem.
“Tenho. Mas voltarei cedo para ajudar a mamãe a se ajeitar.”
“Vou fazer waffles.”
“Eu adoraria. Acho que mamãe também gostaria,” falei, começando a relaxar. “É melhor irmos dormir. Acho que o dia de amanhã vai ser longo.”
“Claro,” ele disse, nervoso.
Perceber o quão nervoso ele estava só me fez desejá-lo ainda mais. Eu queria segurá-lo e cuidar dele. Queria protegê-lo. E, quer eu admitisse ou não, queria penetrá-lo lentamente, ouvindo os gemidos suaves dele enquanto eu fazia isso.
Virei o rosto quando comecei a pulsar. Eu não sabia como ia conseguir resistir. Estava levando tudo de mim para não correr até ele, pegá-lo nos meus braços e jogá-lo na cama.
“O que foi?” ele perguntou, tocando meu bíceps com a ponta dos dedos por trás.
Eu sentia o calor do corpo dele. Meu coração batia forte precisando dele. Será que ele sabia o que estava fazendo comigo? Será que ele sabia o que o toque dele estava prestes a desencadear?